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Brasil promulga acordo de isenção de vistos com a União Europeia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 05 de outubro de 2012, a presidente Dilma Rousseff decretou a promulgação do acordo entre Brasil e União Europeia para isenção recíproca de vistos para viagens de negócios e turismo de curta duração (até 3 meses). O acordo prevê que os cidadãos da União Europeia e os nacionais do Brasil, portadores de passaporte comum válido, estão autorizados a entrar, transitar e permanecer sem visto no território da outra parte, exclusivamente para efeitos de turismo ou negócios, por um período máximo de estada de três meses no decurso de um período de seis meses. Os quatro novos membros do bloco europeu agora fazem parte do acordo. São eles Letônia, Malta, Chipre e Estônia. Dos 27 países que integram a União europeia, apenas Irlanda e Reino Unido ficaram de fora.

Novos requisitos para entrada de turistas espanhóis no Brasil

Brasil endurece regras para entrada de espanhóis no país

A partir desta segunda-feira, o Brasil vai endurecer as regras para a entrada de espanhóis no país. A medida foi adotada pelo governo como forma de responder ao tratamento dado aos turistas brasileiros na Espanha. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a decisão é baseada no chamado princípio diplomático da reciprocidade.

De acordo com a Polícia Federal, o controle migratório passará a exigir dos turistas espanhóis para o ingresso em território nacional, além das previsões legais ordinárias, a apresentação de bilhete aéreo de volta, com data de retorno marcada, comprovação de meios econômicos suficientes para manutenção durante período de permanência no país e documento comprovando o endereço de estadia ou carta-convite de residente no Brasil.

Em 2010, 1.600 brasileiros foram barrados na Espanha, sob a alegação de que estavam tentando entrar ilegalmente para trabalhar sem visto. No ano passado, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, admitiu que as discussões com o governo espanhol não estavam avançando e havia casos inaceitáveis. Apesar de ter caído o número de brasileiros barrados, a média ainda era de 140 pessoas por mês.

O governo brasileiro alega que a Espanha aplica com mais rigor do que outros países as normas do acordo de Schengen, que prevê a livre-circulação de cidadãos entre os países-membros da União Europeia. Na década passada houve uma forte corrente migratória de brasileiros à Espanha, atraídos pela bonança econômica – e o país continua sendo uma das principais portas de entrada à União Europeia. A estimativa é de que haja 50.000 brasileiros vivendo ilegalmente na Espanha.

Proporcionalmente, é maior o número de brasileiros barrados na Grã-Bretanha, por exemplo, mas alguns casos em especial tornam a situação na Espanha mais delicada – uma cientista brasileira que cumpria todos os requisitos foi barrada no país europeu sem maiores explicações. “Preocupa-nos que as excelentes relações entre os dois países possam empenhar-se por um tema puramente administrativo e sem fundamento real mínimos”, afirmou à agência de notícias EFE o cônsul geral da Espanha no Rio de Janeiro, Alfonso Palazón.

O diplomata garantiu que “nem à Espanha nem ao Brasil interessa que haja uma escalada de deportações, pois os dois lados se beneficiam com o turismo”. Na semana passada, uma missão espanhola de alto nível reuniu-se com autoridades brasileiras para tentar evitar problemas com os turistas. Foi acordado um diálogo permanente entre os dois países, incluindo a comunicação aos consulados dos acessos de entrada negados sem justificativa. O Brasil afirmou que a maior rigidez nos requisitos de entrada será aplicada somente aos turistas espanhóis e não aos demais cidadãos de países do acordo Schengen. Devido à crise, nos últimos meses aumentou o número de espanhóis que chegam ao Brasil em busca de oportunidades de trabalho pelo bom momento econômico do país.

(Com agências Estado e EFE)

Maior fabricante chinesa de carros inicia produção na Bulgária

A Great Wall Motors é a primeira montadora chinesa a ter fábrica em território europeu. Instalada na Bulgária, unidade irá produzir 4 mil veículos até final do ano. Capacidade pode chegar até 70 mil, se houver demanda.

A montadora chinesa Great Wall Motors inaugurou nesta terça-feira sua primeira unidade dentro da União Europeia (UE). “Os planos de construir uma fábrica na Bulgária e produzir carros aqui têm a intenção de aumentar a nossa capacidade de produção e exportar esses carros para o mercado europeu”, disse a presidente Feng Ying Wang.

A fábrica, construída em parceria com a búlgara Litex Motors, está localizada na cidade de Lowetsch, norte do país, e empregará 150 funcionários. Em 2012, a unidade deve disponibilizar 4 mil veículos para o mercado. “Mas dependendo da demanda, nós podemos também trabalhar em dois ou três turnos e produzir 50 mil ou até 70 mil carros por ano”, comentou Iwo Dekow, diretor de marketing da Litex.

Sobre a empreitada na Bulgária, a diretora Feng Ying Wang disse que a iniciativa “é de uma iimportância estratégica para se obter acesso ao mercado da União Europeia”. O investimento na fábrica teria sido de cerca de 80 milhões de euros.

Porta de entrada
A Bulgária é o país mais pobre da Europa. Membro da União Europeia desde 2007, a nação não faz parte da zona do euro, oferece salários baixos e cobra impostos modestos dos investidores por outro lado, os búlgaros são conhecidos por terem boa formação.

A unidade em Lowetsch vai produzir os modelos Voleex C10, um carro mais compacto, e a pick-up Steed 5, que serão vendidos por 8,2 mil a 12,8 mil euros. Segundo os empresários, 200 carros já foram vendidos na Bulgária, e a reação do mercado foi positiva. “Em 2016 a Great Wall quer oferecer até dez modelos na Europa”, comentou Dekow.

Expansão chinesa
A montadora é a maior da China e já produz em países como Rússia, Indonésia, Egito e Ucrânia. A companhia foi fundada em 1976, inicialmente como fabricante de caminhões. O consórcio conta com 28 subsidiárias e emprega atualmente 42 mil funcionários.

Em comparação com 2010, as vendas entre janeiro e outubro do ano passado subiram 30%, chegando a 322 mil unidades. O volume de negócios cresceu em 41%, totalizando 2,5 bilhões de euros.

Outras chinesas também ampliam a atuação global. A Geely, por exemplo, comprou em 2010 a sueca Volvo da Ford; já a Cherry assumiu no fim do ano passado a planta da Fiat na cidade siciliana de Termini Imerese, juntamente com a italiana DR Motor. “Assim elas fazem avanços na questão da qualidade”, opinou o especialista Yann Lacroix von Euler Hermes.

Os testes do instituto Euro NCAP, responsável por checar a segurança e pela adequação ao padrão europeu, mostram a evolução. O primeiro carro chinês testado pelo órgão, em 2010, recebeu duas das cinco estrelas possíveis. Os dois próximos modelos verificados no ano seguinte foram classificados com quatro estrelas. Um “desenvolvimento espetacular”, classificou o instituto.

Fonte: Cenário MT

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Aqui você vai encontrar informações sobre a Bulgária e as atividades dos búlgaros no Brasil.

A Bulgária (em búlgaro България, transl. Bâlgariya) é um país dos Balcãs, limitado a norte pela Roménia, a leste pelo Mar Negro, a sul pela Turquia e pela Grécia e a oeste pela Macedónia e pela Sérvia. Sua capital é Sófia. Faz parte da União Europeia desde 1 de janeiro de 2007.

História

O primeiro estado búlgaro formou-se ao final do século VII. Nos séculos seguintes, entrou em guerra contra o Império Bizantino por diversas vezes para garantir a sua existência. Porém, não logrou resistir à invasão do Império Otomano, ocorrida ao final do século XIV.

A Bulgária recuperou sua independência em 1878, como um Principado Autônomo, e sua independência total foi proclamada em 1908. Pouco tempo depois, nos anos 1912 e 1913, envolveu-se na Guerra dos Balcãs. Durante a Primeira Guerra Mundial e, mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, combateu ao lado das nações que vieram a ser derrotadas no conflito.

Finalizada a Segunda Guerra Mundial, ficou sob a influência da União Soviética e tornou-se uma república popular em 1946. O governo comunista encerrou-se em 1990, quando o País teve eleições com a participação de diversos partidos.

A Bulgária faz parte da OTAN desde 2004 e aderiu à União Européia em 2007.

Geografia

A Bulgária é composta pelas regiões clássicas da Trácia, Moésia e Macedónia. O sudoeste do país é montanhoso e contém o ponto mais elevado da península Balcânica, o Musala, com 2 925 m. A cordilheira dos Balcãs atravessa o centro do país de leste a oeste, a norte do famoso vale das Rosas. Há regiões de planície e colinas a sudeste, ao longo da costa do mar Negro e nas margens do rio principal da Bulgária, o Danúbio, a norte. Outros rios importantes são o Struma e o Marica, no sul do país.

O clima búlgaro é temperado, com invernos frios e húmidos e verões mediterrânicos, quentes e secos.

A península Balcânica recebe o seu nome da cordilheira dos Balcãs, conhecida em búlgaro como Stara Planina, que percorre o centro da Bulgária e chega até ao leste da Sérvia.

Demografia

Lembrando do censo de 2001, A população da Bulgária é principalmente constituída por búlgaros (83.9%), com duas minorias, turcos (9.4%) e ciganos (4.7%). Dos restantes 2.0%, 0.9% são constituídos por 40 minorias, nos quais se destacam russos, armênios, valacos, judeus, tártaros e sarakatsanios (historicamente conhecidos também como caracachanos). 1.1% da população não declarou sua etnia no último censo de 2001.

96,3% da população fala búlgaro como sua língua materna. O búlgaro, faz parte do grupo de idiomas eslavos, e único idioma oficial, mas o número de falantes de outros idiomas (como o turco e romani) corresponde somente aos de origem não-búlgara.

O país tem um número de ciganos estimado entre 200.000 e 450.000.

A maioria dos búlgaros (82.6%) pertencem, pelo menos nominalmente, à Igreja Ortodoxa Búlgara. Outras denominações religiosas incluem o Islão (12,2%), várias denominações protestantes (0,8%) e o Catolicismo Romano (0.5%); com outras religiões, ateus e pessoas que não se declararam está o percentual de 4,1.

Nos anos recentes, a Bulgária teve uma das menores taxas de crescimento populacional.O crescimento negativo de população ocorreu desde os anos 1990, por causa do colapso econômico e as altas taxas de migração. Em 1989 a população era de 9.009.018 pessoas, em 2001 7.950.000 e em 2008 7.640.000. Atualmente, a Bulgária passa por uma severa crise demográfica. A Bulgária tem uma taxa de fertilidade de 1,4 crianças por mulher em 2007, com uma taxa predita de 1,7 pelo fim de 2050. A taxa de fertilidade tem de alcançar a marca de 2,2 crianças por mulher para restaurar a taxa de crescimento populacional.

Religião

De acordo com os censos de 2001 a maioria da população da Bulgária é seguidora do Cristianismo com cerca de 84% dos búlgaros a identificar-se com esta religião. A Igreja Ortodoxa é seguida por 82,6% da população, cerca 12% são muçulmanos, 1,2% seguem outras denominações cristãs e 4% seguem outras religião.

Política

Após o término da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária ficou sob a influência da União Soviética tornando-se uma república popular em 1946. O governo comunista terminou em 1990, quando o país teve eleições com a participação de diversos partidos.

A Bulgária é membro da OTAN desde 2004 e aderiu à União Europeia em 2007.

Economia

A economia de Bulgária contraiu-se consideravelmente após 1989, com a decadência da União Soviética e, conseqüentemente, a diminuição do acesso ao mercado soviético. Durante a Guerra Fria, a economia búlgara ficou bastante dependente da URSS. O padrão de vida dos búlgaros caiu 40% em relação aos níveis pré-1990, somente retornando ao antigo patamar em junho de 2004.

As sanções económicas da Organização das Nações Unidas (ONU) à Iugoslávia e ao Iraque também prejudicaram a economia búlgara. Os primeiros sinais da recuperação da economia aconteceram em 1994, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu e a inflação caiu. Entretanto, em 1996, a economia sofreu uma crise devido às reformas econômicas e à instabilidade do sistema bancário.

Desde 1997, o país passa por um período de recuperação, com o PIB crescendo numa taxa entre 4% e 5%, propiciando uma estabilidade macroeconômica. Estas condições fizeram com que a União Europeia aceitasse o ingresso da Bulgária em 2007. O atual governo, eleito em 2001, prometeu manter os objetivos fundamentais da política econômica adoptados pelo governo anterior, em 1997. Ou seja, retendo a moeda corrente, aprofundando políticas financeiras, a aceleração das privatizações e prosseguir as reformas estruturais. Porém, o governo enfrenta ainda uma elevada taxa de desemprego e os baixos padrões de vida.

Cultura

A música tradicional da Bulgária, tal como a dança e a roupas búlgaras, varia em função da região de onde vem. Geralmente, é difícil um cantor de uma região cantar música de outra região, tendo em conta a diversidade e a variação de sons e a sua emissão específica.

As músicas retratam os acontecimentos históricos e urbanos, o que tem ajudado a “descobrir” e a estudar a história e os costumes do povo búlgaro, de há muitos anos e séculos atrás. As canções não têm autores, visto que são passadas de “boca-a-boca”, de geração em geração, e foram inventadas ao longo dos acontecimentos. Os textos das músicas, em si são como histórias, narrando problemas, “festas”, guerras, sentimentos.

Cada música tem o seu ritmo e em função do ritmo é criada a dança. Normalmente, cada região tem um ritmo e/ou a dança específicas. Mas algumas das danças são gerais e dançadas pelo país inteiro.

As danças constituem movimentos complicados, que, muitas vezes, confundem os turistas. A maior parte das danças podem ser interpretadas por centenas de pessoas, tal como nos Recordes de Guinness, a maior dança coletiva foi considerada a búlgara, dançada por mais de 15 000 pessoas em conjunto, de mão dada, na capital, na noite de um feriado.