Conheça a Bulgária: a segunda pátria de Dilma Roussef

Sobre Ben Popov

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Com cidades permeadas de história e cenários naturais belíssimos, o país se destaca como destino de aventura

A 200 quilômetros de Sófia, ao pé dos Bálcãs, está Grabovo, no coração geográfico da Bulgária. Neste vilarejo de poucos habitantes nasceu, em 1900, Petar Stefanov Rusev que, ainda criança, migrou para o Brasil.

Conhecido aqui como Pedro Roussef, tornou-se o pai de Dilma Roussef, recém-eleita presidente do Brasil. A antiga casa da família foi demolida na década de 1940, e, no lugar, a prefeitura construiu um estacionamento. O museu dessa cidade tem uma única foto de como era a casa da família Roussef, um sobrado de três andares.

É claro que a tem muito mais encantos do que a fotografia em um museu recordando as origens da nova presidente do Brasil. Junto com uma variedade de monumentos históricos que vai do período medieval passando pela arquitetura soviética, o país conta também com uma natureza privilegiada, perfeita para esportes de aventura, como escalada, espeleologia, trilhas e pedaladas pelas montanhas.

Sófia é uma das capitais mais antigas da Europa, com origens nos assentamentos dos trácios, no século VIII a. C. Hoje, a cidade com mais de 1,4 milhão de habitantes transpira história em meio a uma bela arquitetura combinada a muito verde, vida noturna e compras.

A principal área de compras é o Boulevard Vitosha, no qual é possível encontrar produtos locais, roupas, sapatos, artesanato e vinhos. A vida noturna passa por bares e restaurantes que exaltam a cultura local com música, principalmente a chalga, um mash-up de música cigana com batidas tecno e dance.

FESTIVAL DE ROSAS

A Bulgária é um país cheio de tradições rurais, com atrações como o Vale das Rosas, onde a flor é cultivada há séculos. Entre maio e o começo de junho, as plantações entram em florada e diversas cidades da região celebram o Festival das Rosas. Festividades folclóricas com música, dança e comidas típicas são parte importante da cultura local e há dezenas deles acontecendo pelo país ao longo do ano. Os dois mais importantes acontecem em agosto: o Koprivshtitsa, próximo a Sófia, e o Pirin Sings, na cidade de Predel.

AVENTURA

As montanhas da Bulgária favorecem os esportes de aventura. As paisagens espetaculares dos canyons e cavernas de mármore em Trigrad Gorge, nas montanhas Ródope, são perfeitas para escalada e espeleologia. Ali, contrastando com as paredes de pedra de cerca de 250 metros de altura, há a Garganta do Diabo, desfiladeiro a partir de onde foi construído um túnel que dá acesso a cavernas com cachoeiras subterrâneas. São cerca de 150 cavernas na região, muitas delas perfeitas para escalada e frequentemente recobertas de vestígios arqueológicos pré-históricos.

Os fãs de vida natural devem também incluir no roteiro os parques nacionais da Bulgária, com as florestas de pinheiros de Bailusheva e rochedos de limestone do Parque Nacional de Pirin. Junto com montanhismo, a escalada também pode ser praticada nas regiões de Vratsa, Veliko Tarnovo, Trojan, Maliovitza e Roussenski Lom. Os parques nacionais, por si só, valem a visita. No Parque Nacional de Rila, vale visitar os sete lagos e o monastério local, uma das principais atrações da cidade.

Ainda nas montanhas Ródope, há vários roteiros de pedal, muitos bastante puxados e emocionantes, com altimetria que chega a até 1600 metros de altitude. De dezembro a maio, as montanhas abrigam resorts de ski. Quaint Bansko é uma das regiões que passou recentemente a investir em infra-estrutura para esquiadores, localizada na cidade histórica ao pé das montanhas Pirin. Em Pamporovo, nas montanhas Ródope, e nas montanhas Rila, também há resorts para a temporada de ski.

No verão, a Bulgária é privilegiada por ser um dos poucos países dos Bálcãs com acesso ao litoral, pelo Mar Negro. Em Varna, a areia é branquinha e o mar calmo. A cidade abriga o Museu Arqueológico de Varna e os monumentos históricos ao ar livre são uma atração à parte, com ruínas trácias, romanas, medievais e renascentistas. Entre eles, há termas romanas e a maior igreja do país, a Igreja da Assunção. Também não faltam em Varna butiques e joalherias, na tradição de ourivesaria búlgara.

A Praia do Sol tem o maior complexo litorâneo do país, o Sunny Beach. A alta estação é entre maio e setembro, e, curiosamente, o resort começou suas atividades durante o regime comunista, em 1958, recebendo turistas atraídos pelas águas termais. Recentemente, a região passou por um boom hoteleiro e mobiliário que trouxe vida à região, com bares, restaurantes e boa infraestrutura.

Zlatni Piasatsi, que significa areias douradas em búlgaro, é outro destino quente no litoral, com facilidade de acesso a partir de Varna. A cidade não tem nomes nas ruas e as pessoas se orientam pelos nomes dos hotéis.

Fonte: http://turismo.ig.com.br

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